O 70/30 nasceu de uma ideia fácil de perceber no copo: juntar maturação e frescura na mesma garrafa. De um lado, a força mais quente da zona do Fundão. Do outro, a frescura das vinhas de altitude em Pinhel. O nome ficou porque explica o vinho sem precisar de grande aparato.
O que significa 70/30?
O 70/30 fala desse equilíbrio entre duas faces da Beira Interior. A maturação dá fruta, presença e alguma largura. A altitude traz acidez, tensão e um lado mais vivo. O interesse está na mistura: um vinho com corpo, mas sem ficar pesado.
É um vinho pensado para mostrar uma Beira Interior menos óbvia, com enologia de Patrícia Santos. Não tenta esmagar pelo volume. Quer ser expressivo, direto e útil à mesa.
Beira Interior sem clichés
A Beira Interior é feita de contrastes. Há calor, há serra, há noites frias e há solos que dão vinhos com personalidade. Talvez por estar fora do circuito mais previsível, continua a ser uma das regiões portuguesas mais interessantes para quem procura caráter e equilíbrio.
No 70/30, essa matriz aparece sem complicar. Fruta, estrutura e frescura, com uma ideia clara de origem. É um vinho para quem quer descobrir a Beira Interior a partir da mesa.
Como servir o 70/30
O 70/30 Tinto Reserva funciona bem com carnes grelhadas, pratos de forno, cogumelos, enchidos e queijos de média cura. A frescura ajuda nos pratos mais ricos. A fruta e a estrutura seguram uma refeição completa.
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